Os assentamentos chegam a 15 realizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Pernambuco. No último domingo, o movimento iniciou sua jornada denominada de Abril Vermelho, em protesto pela demora no processo de assentamentos das famílias rurais do Estado. Segundo o coordenador estadual do MST, Jaime Amorim, apenas 70 foram assentadas efetivamente em todo o ano passado. Ao todo, são 16 mil famílias em 163 acampamentos.
As ações ocorreram em seis cidades de todas as regiões pernambucanas, envolvendo um total de 870 famílias, segundo o MST. No Agreste e Zona da Mata, as mobilizações ocorreram no engenho Curupati, em São Lourenço da Mata, engenho Pará, em Camutanga, e na fazenda Taquari, em Passira.
Na cidade de Belém do São Francisco, no Sertão, ocorreu a maior mobilização do MST em efetivação dos assentamentos das famílias. Duas propriedades foram ocupadas, as fazendas Cacimba Nova e Aipueira. Na primeira, 110 famílias montaram acampamento e na outra mais 150. As outras ocupações ocorreram na região da fazenda Jatinã, em Itacuruba, e na fazenda Passarinho, em Ibimirim.
Durante o primeiro dia do Abril Vermelho, no domingo, os sem-terra abriram acampamento em oito outras áreas no Estado, totalizando 2.080 famílias. As ocupações das áreas devem ocorrer até o dia 17 de abril, Dia Internacional da Luta Camponesa. Nessa mesma data, há 14 anos, ocorreu o massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, quando 19 sem-terra foram mortos em confronto com a polícia.
Por: Tayse Falcão, estudante de Jornalismo, Caruaru/PE.
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