Dentre poucos dias o Brasil pode se tornar cobaia do mundo, ao permitir o plantio e o consumo de arroz transgênico não aprovado em nenhum país. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) está previsto para votar nesta quinta-feira (24), a liberação do plantio comercial do arroz transgênico Liberty Link da empresa alemã Bayer.
O Liberty Link é herbicida de princípio ativo glufosinato de amônio e tem nome comercial Basta ou Finale (ambos da Bayer). O glufosinato é considerado tóxico para mamíferos e por este motivo será proibido na União Europeia a partir de 2017 por determinação do Parlamento Europeu.
Pesquisadores japoneses mostraram que a substância pode dificultar o desenvolvimento e a atividade do cérebro humano, provocando convulsões em roedores e humanos.
O Brasil é o país no mundo que mais utiliza agrotóxicos em suas lavouras. Na última safra, o país utilizou mais de 1 milhão de toneladas. A Bayer é a empresa que mais vende agrotóxicos no Brasil e sua aposta no arroz transgênico visa ampliar ainda mais esse mercado.
Em audiência pública, o pesquisador Flávio Breseghello, da Embrapa Arroz e Feijão, apresentou a posição oficial “autorizada pela presidência”, frisando que a empresa não é contra os transgênicos e nem contra a modificação genética do arroz, mas que neste caso o produto da Bayer “agravará os problemas já existentes”.
Na mesma audiência pública, os representantes dos produtores de arroz também manifestaram sua preocupação. Receiam perder mercado interno e externo caso a variedade seja liberada.
“Considerando que não existe consumo corrente nem mercado global para o arroz transgênico, concluímos que a entidade não é favorável nesse momento à liberação”, disse Renato Caiaffo Rocha, em nome dos produtores reunidos na Farsul e na Federarroz e do Instituto Rio Grandense do Arroz – IRGA.
A Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05) criou uma instância acima da CTNBio, o Conselho Nacional de Biossegurança, formado por 11 ministros e presidido pela Ministra Dilma Rousseff. O CNBS tem o poder de dar a última palavra em relação a uma liberação comercial de transgênico no país.
Até o momento, a atuação do CNBS foi lamentável: deu razão à CTNBio e autorizou a liberação dos três milhos transgênicos que a ANVISA e o IBAMA recomendaram que não fossem autorizados.
A liberação do arroz LL tem também implicações econômicas bem graves, estando às principais entidades representativas dos produtores contra (Farsul, Federarroz e Instituto Rio Grandense do Arroz – IRGA).
Por: Tayse Falcão – Estudante de Jornalismo.
Caruaru/PE 23.06.2010.
Matérias com um olhar crítico e acima de tudo ético. Visando um respeito e responsabilidade ao transmitir as informações à sociedade. Mostrar a população as várias "faces" do jornalismo.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Ausência de fiscalização causa ‘hidropirataria’ na Amazônia
A Comissão da Amazônia, Integral Nacional e de Desenvolvimento Regional realiza audiência pública nesta terça-feira (22), para discutir medidas contra o tráfico de água doce de rios brasileiros. O debate foi proposto pelo deputado Lupércio Ramos (PMDB-AM). Ele lembra que há denúncias de que navios de carga de empresas da Europa e do Oriente Médio estão enchendo ilegalmente os porões com água do rio Amazonas para comercialização.
O contra-almirante do Comando de Operações Navais do Ministério da Defesa, Antonio Fernando Monteiro Dias, afirmou que as denúncias sobre tráfico de água doce na Amazônia carecem de indicadores concretos. Segundo ele, as informações divulgadas na mídia sobre furto de água podem estar relacionadas às operações de lastro e deslastro dos navios que trafegam pelo rio Amazonas. Essas operações, que consistem na colocação ou retirada de água do tanque dos navios, são destinadas exclusivamente à garantia de manobras, estabilidade e segurança da circulação das embarcações. “Essas operações não podem ser confundidas com o furto de água.”
A estimativa é que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio. A hidropirataria, como é conhecida a prática, foi confirmada por pesquisadores da Petrobrás e de órgãos públicos estaduais do Amazonas.
A captação é feita, principalmente por petroleiros, na foz do rio, e o contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área. Para as empresas, essa água, mesmo em estado bruto, representa economia, pois o custo por litro tratado é muito inferior ao de processos de dessalinização de águas subterrâneas ou oceânicas.
Durante audiência pública na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, o contra-almirante garantiu também que a Marinha faz frequentes operações de inspeção e patrulha na área.
O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente,
Silvano Silvério da Costa, afirmou que até hoje não foi formalizada nenhuma denúncia de furto de água no Conselho Nacional de Recursos Hídricos.
Por: Tayse Falcão – Estudante de Jornalismo
Caruaru/PE, 22.06.10 às 18:17h
O contra-almirante do Comando de Operações Navais do Ministério da Defesa, Antonio Fernando Monteiro Dias, afirmou que as denúncias sobre tráfico de água doce na Amazônia carecem de indicadores concretos. Segundo ele, as informações divulgadas na mídia sobre furto de água podem estar relacionadas às operações de lastro e deslastro dos navios que trafegam pelo rio Amazonas. Essas operações, que consistem na colocação ou retirada de água do tanque dos navios, são destinadas exclusivamente à garantia de manobras, estabilidade e segurança da circulação das embarcações. “Essas operações não podem ser confundidas com o furto de água.”
A estimativa é que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio. A hidropirataria, como é conhecida a prática, foi confirmada por pesquisadores da Petrobrás e de órgãos públicos estaduais do Amazonas.
A captação é feita, principalmente por petroleiros, na foz do rio, e o contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área. Para as empresas, essa água, mesmo em estado bruto, representa economia, pois o custo por litro tratado é muito inferior ao de processos de dessalinização de águas subterrâneas ou oceânicas.
Durante audiência pública na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, o contra-almirante garantiu também que a Marinha faz frequentes operações de inspeção e patrulha na área.
O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente,
Silvano Silvério da Costa, afirmou que até hoje não foi formalizada nenhuma denúncia de furto de água no Conselho Nacional de Recursos Hídricos.
Por: Tayse Falcão – Estudante de Jornalismo
Caruaru/PE, 22.06.10 às 18:17h
Restabelecimento da exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista realiza audiência pública amanhã
Há um ano, o STF acabou com a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo sob argumento de que a exigência restringia a liberdade de expressão.
A comissão especial que analisa a PEC 386/09, realiza audiência pública para restabelecer a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista, nesta quarta-feira (23). Serão ouvidos professores e representantes de emissoras de rádio e TV.
O debate foi proposto pelos deputados Chico Alencar (Psol-RJ) e Francisco Praciano (PT-AM). O relator da proposta, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), disse, na semana passada, que sua intenção é apresentar seu parecer até o dia 30.
O objetivo da PEC é reverter à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em junho do ano passado, acabou com a obrigatoriedade do diploma para o exercício de atividades jornalísticas. A decisão provocou protestos de entidades como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Segundo a Fenaj, a decisão do STF “rebaixa” a profissão, já que, em tese, até pessoas sem formação escolar poderão obter registros de jornalistas.
Para o advogado constitucionalista Ivo Dantas, o diploma e o registro de jornalistas - ao contrário da interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) - não ferem a liberdade de expressão. Em decisão tomada há um ano, o STF acabou com a obrigatoriedade do diploma para o exercício de atividades jornalísticas.
Também favorável ao diploma, o secretário-geral do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcos Vinicius Furtado Coelho, sugeriu que o texto contenha regras claras que garantam a participação de qualquer pessoa nos meios de comunicação.
Já os representantes das empresas do setor, como a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), alegam que a exigência do diploma fere a liberdade de expressão, e que na prática já existe a atuação na mídia de pessoas sem o diploma da área.
Por: Tayse Falcão – Estudante de Jornalismo.
Caruaru/PE 22.06.2010 – às 17:29.
A comissão especial que analisa a PEC 386/09, realiza audiência pública para restabelecer a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista, nesta quarta-feira (23). Serão ouvidos professores e representantes de emissoras de rádio e TV.
O debate foi proposto pelos deputados Chico Alencar (Psol-RJ) e Francisco Praciano (PT-AM). O relator da proposta, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), disse, na semana passada, que sua intenção é apresentar seu parecer até o dia 30.
O objetivo da PEC é reverter à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em junho do ano passado, acabou com a obrigatoriedade do diploma para o exercício de atividades jornalísticas. A decisão provocou protestos de entidades como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Segundo a Fenaj, a decisão do STF “rebaixa” a profissão, já que, em tese, até pessoas sem formação escolar poderão obter registros de jornalistas.
Para o advogado constitucionalista Ivo Dantas, o diploma e o registro de jornalistas - ao contrário da interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) - não ferem a liberdade de expressão. Em decisão tomada há um ano, o STF acabou com a obrigatoriedade do diploma para o exercício de atividades jornalísticas.
Também favorável ao diploma, o secretário-geral do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcos Vinicius Furtado Coelho, sugeriu que o texto contenha regras claras que garantam a participação de qualquer pessoa nos meios de comunicação.
Já os representantes das empresas do setor, como a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), alegam que a exigência do diploma fere a liberdade de expressão, e que na prática já existe a atuação na mídia de pessoas sem o diploma da área.
Por: Tayse Falcão – Estudante de Jornalismo.
Caruaru/PE 22.06.2010 – às 17:29.
Proposta de mudança no Código Florestal transfere para os Estados a competência de definir as áreas de proteção ambiental
A possibilidade de uma guerra ambiental entre Estados, que poderiam disputar investimentos em troca de mais liberdade a desmatadores, é uma das consequências do projeto de mudança no Código Florestal, em debate na Câmara. A advertência é da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Cândido Vaccarezza (PT-SP), defende a mudança do Código Florestal Brasileiro para ser adiada para depois das eleições, disse nesta segunda-feira, 21, que a orientação é assegurar o projeto para ser votado em um clima mais tranqüilo.
A bancada ruralista, que forneceu a maior parte das “contribuições” para a proposta assinada por Aldo Rebelo (PCdoB – SP), vai tentar manobrar para antecipar a votação, cuja votação está prevista para a próxima semana na comissão especial da Câmara.
A bancada ambientalista quer evitar que a decisão seja contaminada pelo clima eleitoral, mas também espera que a opinião pública se mobilize para o debate seja mais amplo.
Entre os seus principais pontos, a proposta de mudança do Código Florestal, transfere para os Estados a competência de definir as áreas de proteção ambiental, possibilita a redução de áreas de preservação permanente nas margens dos rios e muda as regras para definição de reserva legal.
O agronegócio brasileiro deverá crescer 40 %, o dobro da média mundial, nos próximos oito a dez anos, mesmo com as restrições atuais. Os dados estão contidos num estudo conjunto produzido pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) e pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).
Considera-se que atualmente, com a grande expansão da atividade, a exploração se aproxima de 50% das terras agriculturáveis. Ou seja, o Brasil pode seguir ampliando sua capacidade produtiva sem cometer o crime que é proposto no relatório assinado pelo deputado Aldo Rebelo. A grande responsabilidade de transferir para os estados as decisões sobre uma questão que é fundamental para a estratégia de desenvolvimento do país.
Por: Tayse Falcão – Estudante de Jornalismo
Caruaru/PE 22.06.2010 – às 15:26.
Cândido Vaccarezza (PT-SP), defende a mudança do Código Florestal Brasileiro para ser adiada para depois das eleições, disse nesta segunda-feira, 21, que a orientação é assegurar o projeto para ser votado em um clima mais tranqüilo.
A bancada ruralista, que forneceu a maior parte das “contribuições” para a proposta assinada por Aldo Rebelo (PCdoB – SP), vai tentar manobrar para antecipar a votação, cuja votação está prevista para a próxima semana na comissão especial da Câmara.
A bancada ambientalista quer evitar que a decisão seja contaminada pelo clima eleitoral, mas também espera que a opinião pública se mobilize para o debate seja mais amplo.
Entre os seus principais pontos, a proposta de mudança do Código Florestal, transfere para os Estados a competência de definir as áreas de proteção ambiental, possibilita a redução de áreas de preservação permanente nas margens dos rios e muda as regras para definição de reserva legal.
O agronegócio brasileiro deverá crescer 40 %, o dobro da média mundial, nos próximos oito a dez anos, mesmo com as restrições atuais. Os dados estão contidos num estudo conjunto produzido pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) e pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).
Considera-se que atualmente, com a grande expansão da atividade, a exploração se aproxima de 50% das terras agriculturáveis. Ou seja, o Brasil pode seguir ampliando sua capacidade produtiva sem cometer o crime que é proposto no relatório assinado pelo deputado Aldo Rebelo. A grande responsabilidade de transferir para os estados as decisões sobre uma questão que é fundamental para a estratégia de desenvolvimento do país.
Por: Tayse Falcão – Estudante de Jornalismo
Caruaru/PE 22.06.2010 – às 15:26.
O fenômeno "Cala Boca Galvão"
A TV Globo passou a ter um problema sério depois do impacto alcançado pela mensagem “Cala Boca Galvão”, no Twitter, um sistema de micromensagens disseminadas pela internet e que na semana passada chegou a ter repercussão mundial.
A emissora não vai afastar o polêmico locutor durante a Copa do Mundo
, mas provavelmente dará férias prolongadas a Galvão Bueno depois do fim do torneio para tentar reverter a propaganda negativa gerada pela surpreendentemente rápida veiculação da mensagem entre os usuários do Twitter.
É a internet mostrando como o fenômeno das redes está mudando comportamentos que no passado eram considerados utópicos, como, por exemplo, a Globo ter que deflagrar uma operação emergencial de marketing para evitar danos maiores à imagem de seu mais importante nome na Copa do Mundo.
Esta não é a primeira vez que o slogan "Cala Boca Galvão" aparece em faixas levadas por torcedores em estádios de futebol. A diferença agora é que mais do que um protesto ele se transformou num fenômeno de marketing viral na Web. E aí a Globo não pode ignorá-lo. Ela agiu rápido para tirar as faixas levadas para os estádios sul-africanos, usando o peso de sua influência junto aos organizadores do evento, e contra-atacou em seus programa
s de esporte brincando com a repercussão do fato.
A emissora teve o cuidado de evitar a polêmica com os twiteiros, mesmo depois que estes criaram toda a espécie de confusões e equívocos misturando futebol com proteção a papagaios em extinção e supostos hits da cantora Lady Gaga. Até um clip com Hitler xingando o locutor circulou pela Web. Uma resposta mais agressiva atearia ainda mais fogo aos críticos de Galvão Bueno e a Globo sabia que o problema era menos visível.
Não se tratava apenas dos exageros verbais e os erros informativos de Galvão Bueno, mas do fato de que sua onipresença nas telas da Globo serviu como catalisador para um segmento do público que não gosta da hegemonia global na mídia brasileira. A emissora trata este tema com luvas de pelica porque sabe que na era digital uma fagulha pode se transformar num incêndio avassalador, em matéria de marketing de imagem.
A emissora não vai afastar o polêmico locutor durante a Copa do Mundo
, mas provavelmente dará férias prolongadas a Galvão Bueno depois do fim do torneio para tentar reverter a propaganda negativa gerada pela surpreendentemente rápida veiculação da mensagem entre os usuários do Twitter.É a internet mostrando como o fenômeno das redes está mudando comportamentos que no passado eram considerados utópicos, como, por exemplo, a Globo ter que deflagrar uma operação emergencial de marketing para evitar danos maiores à imagem de seu mais importante nome na Copa do Mundo.
Esta não é a primeira vez que o slogan "Cala Boca Galvão" aparece em faixas levadas por torcedores em estádios de futebol. A diferença agora é que mais do que um protesto ele se transformou num fenômeno de marketing viral na Web. E aí a Globo não pode ignorá-lo. Ela agiu rápido para tirar as faixas levadas para os estádios sul-africanos, usando o peso de sua influência junto aos organizadores do evento, e contra-atacou em seus programa
s de esporte brincando com a repercussão do fato.A emissora teve o cuidado de evitar a polêmica com os twiteiros, mesmo depois que estes criaram toda a espécie de confusões e equívocos misturando futebol com proteção a papagaios em extinção e supostos hits da cantora Lady Gaga. Até um clip com Hitler xingando o locutor circulou pela Web. Uma resposta mais agressiva atearia ainda mais fogo aos críticos de Galvão Bueno e a Globo sabia que o problema era menos visível.
Não se tratava apenas dos exageros verbais e os erros informativos de Galvão Bueno, mas do fato de que sua onipresença nas telas da Globo serviu como catalisador para um segmento do público que não gosta da hegemonia global na mídia brasileira. A emissora trata este tema com luvas de pelica porque sabe que na era digital uma fagulha pode se transformar num incêndio avassalador, em matéria de marketing de imagem.
Fonte: www.observatoriodaimprensa.com.br - Postado por Carlos Castilho
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Morre escritor português José Saramago aos 87 anos

O escritor português e Prêmio Nobel de Literatura José Saramago, morreu nesta sexta-feira às 8h (horário de Brasília), na Ilha de Lanzarote. Ele tinha 87 anos e, segundo informações cedidas por familiares, passou mal após o café da manhã e morreu pouco depois. Ele estava em casa, na companhia da mulher, a jornalista espanhola Pilar Del Río.
José Saramago é considerado um dos mais importantes escritores contemporâneos, autor de obras que atingiram reconhecimento mundial, como "O evangelho segundo Jesus Cristo", "A jangada de pedra" e "Memorial do convento". Sua obra "Ensaio sobre a cegueira" foi levada aos cinemas pelo brasileiro Fernando Meirelles, o filme se tornou um sucesso mundial. Em 1998, sua prosa inventiva, a estética rigorosa e a constante preocupação social o fizeram merecer o Prêmio Nobel de Literatura, e de um prêmio Camões – a mais importante condecoração da língua portuguesa.
O autor era tido como o criador de um dos universos literários mais pessoais e sólidos do século XX e uniu a atividade de escritor com a de homem crítico da sociedade, denunciando injustiças e se pronunciando sobre conflitos políticos de sua época.
Em 2008, uma exposição sobre o trabalho de José Saramago foi exibida no Brasil. “José Saramago: a consciência dos sonhos” trazia cerca de 500 documentos originais e outros tantos digitalizados reunidos em um formato que, misturando o tradicional e a tecnologia moderna, levavam o visitante a uma agradável e rara viagem pela vida e pela obra do escritor português.
O escritor publicou no final de 2009 seu último romance, “Caim”, um olhar irônico sobre o Velho Testamento. O livro foi muito criticado pela Igreja.
Por: Tayse Falcão – Estudante de Jornalismo
Caruaru/PE – 18.06.2010 às 10:30h
José Saramago é considerado um dos mais importantes escritores contemporâneos, autor de obras que atingiram reconhecimento mundial, como "O evangelho segundo Jesus Cristo", "A jangada de pedra" e "Memorial do convento". Sua obra "Ensaio sobre a cegueira" foi levada aos cinemas pelo brasileiro Fernando Meirelles, o filme se tornou um sucesso mundial. Em 1998, sua prosa inventiva, a estética rigorosa e a constante preocupação social o fizeram merecer o Prêmio Nobel de Literatura, e de um prêmio Camões – a mais importante condecoração da língua portuguesa.
O autor era tido como o criador de um dos universos literários mais pessoais e sólidos do século XX e uniu a atividade de escritor com a de homem crítico da sociedade, denunciando injustiças e se pronunciando sobre conflitos políticos de sua época.
Em 2008, uma exposição sobre o trabalho de José Saramago foi exibida no Brasil. “José Saramago: a consciência dos sonhos” trazia cerca de 500 documentos originais e outros tantos digitalizados reunidos em um formato que, misturando o tradicional e a tecnologia moderna, levavam o visitante a uma agradável e rara viagem pela vida e pela obra do escritor português.
O escritor publicou no final de 2009 seu último romance, “Caim”, um olhar irônico sobre o Velho Testamento. O livro foi muito criticado pela Igreja.
Por: Tayse Falcão – Estudante de Jornalismo
Caruaru/PE – 18.06.2010 às 10:30h
Chuvas causam estragos, engarrafamentos e medo no interior de Pernambuco
Chove forte na Capital e nas cidades do interior de Pernambuco. De acordo com a Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), a situação é mais grave em Barra de Guabiraba, no Agreste, e também em Ribeirão, Cortez, Sirinhaém e Primavera, na Zona da Mata, além de Moreno, na Região Metropolitana do Recife.
Equipes da Codecipe estão se dirigindo a essas cidades para dar apoio às Defesas Civis municipais. Há informações de chuvas fortes também em São Caetano, Tacaimbó e Garanhuns, no Agreste. Mas até aqui, nenhuma ocorrência grave registrada.
Em Caruaru, um motorista tentou atravessa a passagem molhada no bairro riachão e caiu com o carro dentro do rio Ipojuca, por volta das 2h30 da manhã desta sexta-feira (18). O veículo já foi retirado do local, e o motorista passa bem.
Outros bairros também estão com ruas alagadas. Um levantamento da Codecipe mostra que nas últimas 24h choveu 97 mm na cidade. A média histórica para todo o mês de junho é de 81 mm.
Com as chuvas na região Agreste, o nível de água do rio Ipojuca, que corta algumas cidades do interior do Estado, está subindo a cada momento.
“Se continuar assim, acho que vamos ter grandes problemas”, disse assutado o comerciante Cledinaldo Ferreira, que estava no engarrafamento da BR 104 e aproveitou para conferir a situação do rio.
Ainda em Caruaru, o fluxo de veículos na BR 232 está parado neste momento por causa da elevação das águas do Rio Vasco. A Polícia Rodoviária Federal está no local.
Fonte: Publicado em 18.06.2010, às 08h31
Do JC Online
Equipes da Codecipe estão se dirigindo a essas cidades para dar apoio às Defesas Civis municipais. Há informações de chuvas fortes também em São Caetano, Tacaimbó e Garanhuns, no Agreste. Mas até aqui, nenhuma ocorrência grave registrada.
Em Caruaru, um motorista tentou atravessa a passagem molhada no bairro riachão e caiu com o carro dentro do rio Ipojuca, por volta das 2h30 da manhã desta sexta-feira (18). O veículo já foi retirado do local, e o motorista passa bem.
Outros bairros também estão com ruas alagadas. Um levantamento da Codecipe mostra que nas últimas 24h choveu 97 mm na cidade. A média histórica para todo o mês de junho é de 81 mm.
Com as chuvas na região Agreste, o nível de água do rio Ipojuca, que corta algumas cidades do interior do Estado, está subindo a cada momento.
“Se continuar assim, acho que vamos ter grandes problemas”, disse assutado o comerciante Cledinaldo Ferreira, que estava no engarrafamento da BR 104 e aproveitou para conferir a situação do rio.
Ainda em Caruaru, o fluxo de veículos na BR 232 está parado neste momento por causa da elevação das águas do Rio Vasco. A Polícia Rodoviária Federal está no local.
Fonte: Publicado em 18.06.2010, às 08h31
Do JC Online
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